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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

REFORMA DO ENSINO MÉDIO - MP 746 E SUAS EMENDAS

REFORMA DO ENSINO MÉDIO - MP 746 E SUAS EMENDAS


No Programa E Agora José? do dia 03 de novembro de 2016 discutimos sobre as emendas apresentadas pelos parlamentares sobre a Medida Provisória 746, a MP do Ensino Médio.

Foram mais de 500 emendas apresentadas. Fizemos uma grande discussão sobre algumas necessidades e algumas urgências sobre o Ensino Médio.

No site do Prof. Ivan Claudio Guedes as emendas foram agrupadas em grandes temas para facilitar o seu acesso. Clique neste link: http://www.icguedes.pro.br/medida-provisoria-746-e-suas-emendas/

Uma das questões que mais tem me chamado a atenção é sobre o "Notório Saber", sobre isso, veja este texto. Clique neste link: http://www.icguedes.pro.br/novo-ensino-medio-notorio-saber/


Em tempo: algumas questões já estão em discussão. Veja essa matéria: 

As emendas sobre a MP 746 estão divididas da seguinte forma:

  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Supressão total da MP 746/2016 ou de alguns artigos específicos;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Educação Física;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Sociologia e Filosofia;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Artes;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Línguas – Línguas estrangeiras;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Notório Saber;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Formação de Professores ou Profissionais da Educação;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Formação técnica e profissional no Ensino Médio;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Base Nacional Comum Curricular – BNCC;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Ensino Noturno;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Temas Transversais;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: FUNDEB e Recursos da Educação;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Programa Escola Sem Partido e concepções conservadoras;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Direitos Humanos;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: EJA;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Educação do campo;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Ensino Superior;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Inclusão de outros temas ou disciplinas;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Áreas do conhecimento e Artigos 24 e 33 da LDB;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Escola de Tempo Integral;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Metas, Indicadores e Sistemas de avaliações – ENEM – IDEB;
  • EMENDAS MEDIDA PROVISÓRIA 746: Outros contextos diferentes dos elencados acima.

Acompanhe o programa logo abaixo:



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

CONTRA O ESCOLA SEM PARTIDO A FAVOR DA DEMOCRACIA

CONTRA O ESCOLA SEM PARTIDO:A FAVOR DA DEMOCRACIA



No Programa E Agora José? do dia 23/10/2016, exibido pela CulturaonlineBrasil das 18h às 19h trouxemos uma discussão muito relevante sobre o projeto Escola Sem Partido.
Há algum tempo já apresentamos alguns programas com este tema. Porém, o que achamos que nasceria natimorto foi ganhando corpo e maior aceitação por parte da população que se coloca como conservadora e contra o direito da liberdade de expressão.

Inclusive, tive o privilégio de participar de um congresso em que pude expressar um pouco as análises sobre este projeto de lei do Escola Sem Partido. Caso queira assistir, clique aqui.

Outros Programas E Agora José? sobre a Escola Sem Partido podem ser consultados nesses links abaixo:




Esperamos que esses programas possam trazer diferentes reflexões sobre este projeto de lei e que possamos contribuir com um país um pouco mais democrático.


OUÇA O PROGRAMA ABAIXO


domingo, 17 de janeiro de 2016

PISO SALARIAL DO MAGISTÉRIO. MEC AUMENTA O PISO DO PROFESSOR

PISO SALARIAL DO MAGISTÉRIO. MEC AUMENTA O PISO DO PROFESSOR

Estados e municípios são contra.



Acompanhe a pauta do Programa E Agora José? do dia 16/01/2016 exibido ao vivo pela Cultura Online Brasil das 16h às 18h.

Ouça abaixo no link indicado.
  • Reajuste eleva piso de professor da rede pública para R$ 2.135,64
  • 2016 SERÁ O ANO DA GREVE DE PROFESSORES 
  • RJ em crise: escolas não terão refeição e limpeza durante um dia por semana
  • Procon do MA notifica escolas que pediram itens considerados proibidos
  • Governo de SP permite ampliar em até 10% a lotação das salas
  • Suposto sumiço de equipamentos de escola opõe governo a estudantes
  • R$ 15 mil em bens sumiram do colégio Fernão Dias, diz governo de São Paulo
  • Justiça manda desocupar três escolas públicas em Goiás
  • Cidade no sertão acaba com progressão continuada e vira modelo de educação no Brasil
  • Projeto de mensalidade em universidades públicas é ‘ressuscitado’




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

REORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, GREVE EM TOCANTINS, PREFEITA OSTENTAÇÃO, VEREADORES PROCESSAM PROFESSORAS E NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

REORGANIZAÇÃO DAS ESCOLAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, GREVE EM TOCANTINS,
PREFEITA OSTENTAÇÃO, VEREADORES PROCESSAM PROFESSORAS E NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO


As notícias da educação com uma análise sempre crítica


No Programa E Agora José? de 10/10/2015 discutimos a pauta abaixo.


  • Reorganização das escolas do Estado de São Paulo (disponível no Youtube).
  • Justiça considera ilegal a greve dos professores da rede municipal de Palmas-TO
  • Justiça do Maranhão manda soltar “prefeita ostentação”
  • Vereadores de Paranaguá processam professoras após crítica na internet
  • Ao assumir Educação, Mercadante diz que é preciso fazer 'mais com menos'
Ouça o programa completo clicando abaixo
 Veja o primeiro bloco "Destaque da semana" no Youtube

 As notícias sobre a educação

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

COMO ESTÃO OS PLANOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO?

COMO ESTÃO OS PLANOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO?

As principais notícias sobre educação com os comentários de Omar de Camargo e Ivan Claudio Guedes


Neste Programa E Agora José? de 29/08/2015 voltamos a discutir os Planos de Educação. Uma política pública fundamental que merece toda atenção da população para que ela saia do papel e vire uma realidade. Acompanhe esta e outras notícias, conforme os destaques abaixo



  • PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. A IMPORTÂNCIA DE ACOMPANHAR O SEU MUNICÍPIO.
  • A SITUAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO.
  • Rede estadual de educação de São Paulo jogou fora 34,2 toneladas de merenda vencida.
  • Em 3 anos, 150 mil negros entram no ensino superior pela Lei de Cotas.
  • Professores do Tocantins conseguem negociar e encerram greve.
  • Professores de Cuiabá-MS entram em greve por tempo indeterminado.
  • Professores indígenas não avançam nas negociações e continuam greve em Roraima.
Ouça o nosso programa ao vivo, aos sábados, das 16h às 18h pelo site www.culturaonlinebrasil.net

Ouça o programa de 29/08/2015 clicando no áudio abaixo.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

PROJETO DE LEI PREVÊ PRISÃO PARA PROFESSOR QUE FALAR SOBRE POLÍTICA

PROJETO DE LEI PREVÊ PRISÃO PARA PROFESSOR QUE FALAR SOBRE POLÍTICA

Projeto de Lei do Deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) altera o Código Penal e o ECA



No dia 08/08/2015 levamos ao ar mais um Programa E Agora José? através da Cultura Online Brasil. Lembramos a todos que o nosso programa é exibido ao vivo das 16h às 18h pela Web rádio www.culturaonlinebrasil.net.

Neste programa discutimos o projeto de Lei do Deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) que prevê a prisão de três meses para professores que tratarem sobre política na escola e impor qualquer tipo de ideologia política. Para isso, o deputado pretende alterar o Decreto-Lei 2.848/1940 (Código Penal Brasileiro) e a Lei 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Discutimos os pontos mais polêmicos deste projeto e gravamos o vídeo para ampliar o debate (abaixo).

Após a discussão sobre este assunto, discutimos as seguintes pautas (vocês podem ouvir o programa completo, clicando na janela abaixo do vídeo.

  • CNE discute medidas para oferecer educação de qualidade
  • Base Nacional Comum: a democratização da educação
  • Educação rejeita proposta do governo e greve no Acre continua
  • Em São Paulo, Alckmin não fixa prazo para propor reajuste aos professores e descumpre sua promessa deda data base para Julho.
  • Em Goiás é aprovado projeto de militarização de escolas em primeira votação
  • Espírito Santo: Quando o projeto é maior que a Educação
  • Alckmin envia à Assembleia Plano Estadual de Educação de São Paulo com 23 metas
  • Belo Horizonte: Servidores administrativos da educação estadual protestam no Floresta
  • Tocantins: Secretário da Educação recebe estudantes para falar sobre propostas para o fim da greve
  • Bahia: Salvador ganha 20 mil novas vagas para educação infantil
  • Piauí: Audiência para discutir Plano de Educação acontece na segunda
  • Brasília: Servidores da educação fazem manifestação e negociam reajuste com o governo
  • Distrito Federal: Ladrões roubam ar-condicionados da Secretaria de Educação do DF e vendem aparelhos na internet



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

GERAÇÃO NEM-NEM:

GERAÇÃO NEM-NEM:


Nem estudar e nem trabalhar é uma bomba relógio para quebrar o Brasil

Geração Nem-nem


Estamos vivendo uma época, no mínimo inusitada, pois a geração de jovens que aí está recusa-se a sair da casa dos pais para enfrentar a vida e seus desafios. Se voltarmos um pouco no tempo, e isso se faz necessário, veremos que os filhos não viam a hora de fazer dezoito anos para terem liberdade de ir aonde quisessem e chegar em casa fora da hora marcada, além claro, de se buscar um emprego e trabalhar para ter o seu dinheiro e poder comprar o que quisesse, apesar de que parte do salário que se ganhava ficava com os pais. Hoje em dia, está ocorrendo justamente o contrário, ou seja, os jovens não querem sair da casa dos pais. Também, pudera quem quer perder a mordomia – casa, comida e roupa lavada? Ninguém com certeza. O problema, a nosso ver, que irá desencadear uma situação insustentável, é o fato de que eles não querem estudar nem trabalhar. E daí o nome Geração NEM – NEM, nem estuda e nem trabalha.




            Na contramão dessa tendência, quem está voltando ao mercado de trabalho são os aposentados. Seja para manter seu padrão de vida, ou para bancar os remédios. Aproximadamente 159,4 mil dos 265,7 mil aposentados pelo INSS voltaram ao trabalho. Enquanto isso, seus filhos ou netos, enquadram-se na geração nem-nem.

Acontece que sem estudo como irão conseguir um emprego que lhe gere renda?

Esse fenômeno não é recente. Estudos da OIT (Organização Internacional do Trabalho) em 2014, através do Relatório de Tendências Mundiais de Emprego, mostram que o desemprego entre jovens de 15 a 24 anos continua aumentando e já esbarra em 74 milhões de pessoas. Entre os 40 países pesquisados 30 deles tiveram sua população NEM – NEM aumentada.

Pesquisa efetuada no Brasil pelo PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) demonstra um crescimento entre os jovens da geração NEM-NEM. Em 2001 eram 22,5 % dos jovens entre 18 e 20 anos e em 2009 estava em 24,1%.

Poder-se-ia pensar que são jovens desfamiliarizados, porém nem tanto, pois já existe até uma classificação para aqueles que têm estrutura familiar definida, eles são chamados de geração NEM-NEM acolchoados. Estudos mostram que esse fenômeno nada tem a ver com o fato de um pais ser capitalista ou não, evoluído ou emergente. É um fenômeno mundial.

O termo surgiu no Reino Unido como NEET (not in education, employment or training) e lá já está na casa dos 15 %. Na Espanha, conforme o Instituto Metroscopia, 54 % dos jovens até 34 anos não estudam e nem trabalham. A situação é tão preocupante que já se fala em intervenção do Estado para tentar resolver o problema.

Nesses países, assim como no Brasil, o que se nota é uma falta de interesse nos estudos e consequentemente a má preparação para o mercado de trabalho que cada vez está mais exigente e necessitado de mão de obra qualificada. Evidentemente, sem o estudo necessário, principalmente na área técnica, o jovem irá encontrar enormes barreiras para se colocar no mercado de trabalho, achando melhor continuar sob as asas dos pais. Já os programas governamentais, tais como, Jovem Aprendiz e ProJovem não atingiram as metas projetadas inicialmente pelo governo, trazendo uma enorme preocupação pois é uma massa de pessoas à  margem do processo, que não está produzindo nada.

Num país como o nosso, essa massa de jovens é potencialmente perigosa, pois a ociosidade faz fronteira com a criminalidade e a violência. Atendendo a uma lei natural de similaridade, ou seja, semelhante atrai semelhante, vemos que fatores negativos acabam se somando, o que leva o jovem a se juntar com más companhias e formando grupos de pensamento semelhante (não estudam e nem trabalham). Esses fatores unidos a uma sociedade consumista são, com certeza, material combustível suficiente para um incêndio bastando apenas uma centelha para o início da combustão.

Ainda que em outros países esse movimento seja transitório, no Brasil o problema tende a permanecer, uma vez que boa parte dos jovens brasileiros não conseguem encontrar um trabalho, por conta da baixa formação (e desistem facilmente de continuar procurando) e por entender que a escola não os preparam para o trabalho. No limite, o país não tardará para entrar em uma grave crise de mão de obra aprofundando a crise econômica nacional.

Na ânsia de melhorar a educação brasileira o Estado promulgou lei que estabelece as 20 metas do PlanoNacional de Educação, em um esforço para atender às demandas empresariais e responder positivamente aos péssimos índices educacionais do nosso país. Dentre essas metas, o esforço que o Estado pretende investir (claramente pressionado por setores não muito preocupados com a educação) na remodelação do currículo do Ensino Médio, eliminando disciplinas e juntando tudo em um bloco só. O objetivo? Criar um currículo atrativo. Será?

O que pode (e vai) acontecer, realmente, é piorar o que já está ruim, ou seja, nivelar por baixo. Ensinar o mínimo possível, melhorar as notas mas não ensinar de verdade, mas isso já é outra história que merece ser discutida.

Mas e sobre essa geração Nem-nem, o que fazer? O Estado deveria intervir? Qual o papel dos pais nesse processo que consideramos de autodestruição do futuro? Qual o papel da escola? A sociedade capitalista estaria ameaçada por essa força? O governo com seu pacote de assistência social (Veja nosso artigo sobre Pedagogia da Esmola) não estaria promovendo essa inércia?  A facilitação da promoção escolar, nos moldes atuais, não é um fator que beneficia esse desinteresse pelos estudos?


Omar de Camargo
Técnico Químico
Professor em Química
omacam@gmail.com

Ivan Claudio Guedes
Geógrafo e Pedagogo
Consultor e assessor pedagógico
ivanclaudioguedes@gmail.com

Referência:

CAMARGO, O.; GUEDES, I.C. Geração Nem-nem: nem estudar nem trabalhar é uma bomba relógio para quebrar o Brasil. Gazeta Valeparaibana [online], São José dos Campos, 01 nov. 2014. Espaço Educação. Disponível em: http://www.gazetavaleparaibana.com/084.pdf Acesso em 03 nov. 2014. 



Conheça o jornal Gazeta Valeparaibana:
http://www.gazetavaleparaibana.com/

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

EDUCAR NÃO É SÓ TRANSMITIR CONHECIMENTO, diz economista

EDUCAR NÃO É SÓ TRANSMITIR CONHECIMENTO, diz economista


Em entrevista à Folha de São Paulo, o economista Flavio Comim discute os resultados do IDEB



A Folha de São Paulo se ateve a apenas duas perguntas: as duas versavam sobre a questão dos recursos financeiros aplicados na educação. A princípio o economista diz que os resultados baixos já eram esperados, uma vez que os professores são mal pagos, a infraestrutura não é adequada, a quantidade de horas em aula é insuficiente e há um alto grau de disfuncionalidade na escola. 

Gostaria de ater a questão da quantidade de hora aula. Primeiro que quantidade não é qualidade. De nada adianta manter o aluno por 5, 7 ou 8 horas de aula por dia se a aula é improdutiva e a turma não está muito afim de aprender. Na realidade, não adianta ter 200 ou 220 dias letivos se são improdutivos. Precisamos, sim de uma quantidade de aula produtiva, onde o professor da a aula, o aluno assiste a aula e em seguida o aluno estuda. Precisamos urgentemente criar o hábito do estudo, precisamos ensinar nossos professores e alunos "COMO APRENDER A ESTUDAR".


ideb

De nada adianta aumentar os recursos para a educação, inserir lousa digital, sala de informática, laboratórios e bibliotecas se o uso não é produtivo, se não há o hábito do estudo.

Ao discutir sobre o aumento dos recursos na educação, o economista defende que deve ser investido o dobro do que se investe hoje (algo acima de 10% do PIP), novamente, na nossa opinião, a quantidade de dinheiro não fará milagre com a educação no Brasil, uma vez que esse dinheiro não vem para o professor, e sim para os projetos que "salvariam a educação no Brasil", são tablets, computadores, impressoras, ou seja, tudo aquilo que vai favorecer uma empresa, e não a educação em si, pagar melhor o professor faz com que esse deixe de ministrar aulas nos três períodos e abre oportunidade para que esse estude, faça novos cursos, conheça outras ideias e outros instrumentos de ensino. 

A entrevista você pode acompanhar clicando aqui.

Os comentários, você pode deixar abaixo no nosso blog.
Um forte abraço.

Ivan C. Guedes
Programa E Agora José?

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

SARESP: INDICADOR DE QUALIDADE OU PARANOIA PEDAGÓGICA? Parte II

SARESP: INDICADOR DE QUALIDADE OU PARANOIA PEDAGÓGICA?  Parte II  


Em novembro de 2012 escrevemos a primeira parte deste artigo em que abordamos a questão da super valorização do SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar de São Paulo), que estava para ser aplicado naquele mês, pelo Governo do Estado de São Paulo (http://www.gazetavaleparaibana.com/060.pdf).

Neste mês de Março ou meados de Abril (2013) os dados serão divulgados amplamente pelas mídias apresentando os resultados auferidos pela avaliação. No entanto, o que se pretende discutir dessa vez a conotação “meritocrática” que é conferido ao IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo).

O IDESP é confeccionado a partir da fórmula, IDESP = IDS X IFS, onde a variável: Índice de Fluxo (IFS) representa a taxas de reprovação e de evasão escolar e o Índice de Desempenho (IDS) representa a nota do SARESP. 





Deixando de lado as elucubrações matemáticas, sabemos que as avaliações escolares medidas por índices e regidas por metas não é novidade no contexto da administração escolar mundial. As orientações do Banco Mundial para o Desenvolvimento da Educação (Learning for All: Investing in People’s Knowledge and Skills to Promote Development, disponível em: http://www.worldbank.org/education), IMF (http://www.imf.org) e a Carta da Unesco para a educação no século XXI (http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/home/), deixam muito claro a conjuntura mercadológica e administradora que a educação (em países que cumprem a cartilha do sistema neoliberal, como o Brasil) devem implementar em seu sistema educacional. A premissa é bem básica: os bai-xos índices devem ser difundidos por toda a sociedade para que fique expressa a ineficiência do Estado com a educação. A solução? Partir para as Parcerias Público-Privadas e para a privatização do sistema (cf LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSHI, 2012). 

A ideia é desobrigar o Estado dessa função, o que é contraditório com a nossa Carta Magna. Temos aí um imbróglio, um nó que não se consegue desatar, pois se de um lado o Estado é obrigado a cumprir o que está na constituição, por outro lado se vê na contingência de cumprir a cartilha do neoliberalismo e se não cumprir as “torneiras do dinheiro fácil” se fecham.

O sistema de meritocracia foi importado desastradamente da cidade de Nova Iorque (EUA), em que foram estabelecidas metas para os docentes cumprirem. Implementado entre 2007/2008, em 2011 estudos confirmaram que não existe relação entre a qualidade do ensino e a bonificação de professores, e cancelaram este projeto. No Brasil, a ideia ainda soa como inovadora, e tem ao seu lado vários economistas apaixonados pelo sistema neoliberal que creem pia-mente no que está escrito nas cartilhas do Banco Mundial, da Unesco e do FMI, e que ecoam a quatro cantos esses escritos. O governo, por sua vez, é obrigado a ceder, pois não tem força política, ideológica ou de plano de governo para fazer valer o seu Estado de Bem Estar Social.

Bem sabemos que a bonificação faz parte do assistencialismo promovido, assim como as diversas bolsas auxílio, pelas ideias neoliberais “O estudo em Nova York aponta que o sistema não mudou as práticas docentes. Uma das conclusões é que o professor que recebe bônus entende que apenas foi recompensado pelo esforço que sempre teve - e não que tenha buscado melhorar”. (SIC) – Folha.com -20/07/2011.

Como entendemos aqui não é muito diferente, além de que somos controlados por um pacote matemático não muito acessível aos próprios professores de matemática ( alguém já teve a curiosidade de saber a teoria por detrás dos índices?). Resta aos professores uma explicação mais simples: - índice de desempenho advém do Saresp e o índice de fluxo (como explicado resumidamente acima) serve para penalizar e obrigar as escolas a empurrarem os alunos adiante, aptos ou não a cursarem a serie seguinte. 

Que culpa têm os professores se os alunos se evadem da escola? Pedagogos-economistas de plantão, dirigentes de ensino, supervisores, diretores de escola e coordenadores dirão, na sua maioria, que a escola não oferece aulas interessantes ou que a escola não é atrativa a esses alunos.

Que culpa têm os professores quando pais irresponsáveis preferem ver seus filhos muitas vezes pedindo esmolas num semáforo do que na escola? 

Que culpa têm, os professores, se muitos precisam sair da escola para partir para o mercado de trabalho?

Que culpa têm os professores se a bolsa família é dada a qualquer um desde que não falte na escola, sem se importar se esse aluno adquiriu algum conhecimento ou não? 

Então tudo isso não é levado em conta, ou melhor, é colocado na responsabilidade da escola e dos professores. A quem o sistema educacional e econômico quer enganar? 

Isto não funciona e deveria acabar ou ser reformulado.  Professores não são valorizados e
muitas vezes nem plano de carreira possuem. A priori, a suposta esperança de ganhar algumas migalhas a mais cria um cabresto com um único objetivo para o professor: conseguir o bônus. Ora, o Saresp não tem nenhum objetivo senão produzir o índice de desempenho para compor o IDESP. Todos sabem disso, inclusive os alunos. Daí a ser divulgado pela mídia que serve para dar bônus aos professores foi um passo. E é assim que a massa leiga e desavisada entende, então que interesse tem o alunato em produzir uma prova com um bom desempenho? Tirando uns poucos, poderíamos dizer que ninguém, pois é fato que muito dos alunos, não querem “dar bônus aos professores”.

Logicamente, diante disso tudo, só podemos reafirmar o que já havíamos dito: - isso tudo virou uma paranoia pedagógica, onde, como asnos, perseguimos uma cenoura na vã esperança de alcançarmos um resultado que será, e o é, derrubado pelo índice de fluxo e novamente servirá para ajudar a denegrir a escola pública. 

Referência:
LIBÂNEO, J.C.; OLIVEIRA, J. F.; TOSCHI, M. S. Educação Escolar. Políticas, Estrutura e
Organização. 10 ed. São Paulo: Cortez,2012. 


Clique aqui para ler a continuação sobre essa reflexão.

Omar de Camargo
Técnico Químico
Professor em Química
omacam@gmail.com

Ivan Claudio Guedes
Geógrafo e Pedagogo
Consultor e assessor pedagógico
ivanclaudioguedes@gmail.com


SARESP: INDICADOR DE QUALIDADE OU PARANOIA PEDAGÓGICA ? - Parte I

SARESP:  INDICADOR DE QUALIDADE OU PARANOIA PEDAGÓGICA ? - Parte I


Mais um final de ano se aproxima e com ele, para os estudantes da rede pública estadual de São Paulo, está chegando o “grande” dia do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP).  Grande?  Por que grande? 

Para os alunos esse dia não passa de mais uma prova que “não dá em nada”. Para os professores é um dia em que uma prova definirá o seu “bônus”. Para a direção é um dia tenso, pois não pode ocorrer nenhuma falha. Para a Diretoria de Ensino (DE), é um dia de grande expectativa, pois o trabalho de um ano inteiro será avaliado por essa prova. Para a Secretaria de Estado da Educação (SEE), é um dia de grande sucesso.

O fato é que desde 1996 essa prova ocorre no mês de novembro nos últimos dias letivos do ano. Aliás, vale lembrar que culturalmente para os alunos (e alguns professores) a aplicação do SARESP é o último dia letivo do ano.

O SARESP é uma avaliação de múltipla escolha, aplicada para os alunos que estão na 2ª, 4ª, 6ª e 8ª série (3º, 5º, 7º e 9º ano) do Ensino Fundamental, e 3º ano do Ensino Médio. As questões são, em sua maioria, língua portuguesa e matemática, alternando ano após ano entre ciências humanas e ciências físicas e biológicas. Além das questões, os alunos e a família respondem, também, a um questionário socioeconômico, cultural e aspectos gerais da situação escolar. Por fim, os professores e gestores das escolas também respondem aos questionários on line.




Essa avaliação corresponde ao que a SEE denomina como índice de desempenho, pois a partir da nota do SARESP, será calculado o IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). Os índices são seguidos de metas estabelecidas pela própria SEE que gera, no final das contas, o “bônus” dos professores.

O fato é que o modelo do SARESP como está não é dos ruins (já foi pior). Hoje as questões obedecem a metodologia do TRI (Teoria de Resposta ao Item). Mas não é sobre isso o que queremos abordar. O que vamos abordar com maior profundidade é a caça desesperadora atrás dos índices.

Durante o decorrer do ano, os coordenadores das escolas e diretores lembram em todos os momentos aos professores que a turma X ou Y fará SARESP. As orientações na DE são em vistas ao SARESP. As ATPC’s (Atividades de Trabalho Pedagógico Coletivo) são em busca da melhoria do SARESP, enfim, tudo o que se respira na escola é em torno do SARESP. 

Mas será que o SARESP é um fim ou é um meio?  Será que a escola, as orientações técnicas, as leituras, o planejamento das aulas, as ATPC’s, as reuniões de planejamento e replanejamentos deveriam estar à disposição do SARESP ou o SARESP deveria realmente apresentar os resultados obtidos a partir de uma preocupação maior com o aluno e com sua aprendizagem?

Os questionários socioeconômicos, culturais e das peculiaridades da escola que os professores, gestores, pais e alunos respondem não estão disponíveis às próprias escolas e à comunidade. Ora, como querem que se criem planos de gestão administrativa e pedagógica nas escolas se os instrumentos de avaliação interna não estão disponibilizados? 

Afinal, existe transparência ou não nesse processo?

Muito tempo se perde discutindo as “hipóteses sobre os distratores”, ou seja, as teorias de porque o aluno não assinalou a “A” ou a “B” ao invés da “D”. 

 - Por que não se discutem a baixa formação didático-teórica dos professores?

 - Por que não se discute o plano de carreira dos professores? 

 - Por que não se discute a reforma no currículo e nos conteúdos?

 - Por que não se discute o excesso de alunos em sala de aula?

 - Por que não se discute a falta de segurança nas escolas? 

 - Por que não se discute a falta de infraestrutura nas escolas? 

 - E por que esses itens não entram na pesquisa? 

 São muitos problemas, portanto, é mais fácil discutir as teorias de resposta aos índices.

 A prova em si, realmente não atesta muita coisa. Muitos alunos (a maioria) não levam essa prova a sério. Não acreditam na importância de a escola atingir os índices de educação. Uma prática que costumamos indicar é comparar as notas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) com a nota do IDESP. 

 A prova do ENEM é de maior complexidade e os alunos conseguem melhor desempenho. Por quê? 

Será que esta prova tem mais significado ao aluno do que a outra? Será que por detrás disso está um conjunto de interesses pessoais?  Pois o ENEM é a porta de entrada para muitas faculdades e acesso às bolsas. Enquanto que o SARESP “só dá o bônus para o professor”?

Por fim, acreditamos que o modelo de gestão do IDESP deve ser revisto e, principalmente, a super importância que se dá ao SARESP ao longo do ano e o esquecimento de que o aluno deve ir para escola para aprender um conjunto de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais e não para chegar ao final do ano, pintar o alvéolo, cumprir a meta da escola e ver os professores com bônus.

 Bem sabemos que no nosso país não é fácil escrever e falar sobre educação, principalmente apontando as falhas do sistema, mas justamente por não ser fácil é que nós do programa E agora José e voluntários da OSIP Formiguinhas do Vale desejamos  que todo o sucesso para esse projeto.

Continue lendo a parte II


Omar de Camargo
Técnico Químico
Professor em Química
omacam@gmail.com

Ivan Claudio Guedes
Geógrafo e Pedagogo
Consultor e assessor pedagógico
ivanclaudioguedes@gmail.com


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Metas do Plano Nacional da Educação(PNE) e suas estratégias.

Quais são as metas do Plano Nacional da Educação(PNE) e suas estratégias? 
Tenha acesso aos vídeos produzidos pelo programa clicando  nas imagens abaixo.